Casa di Bebel ... Rabiscos sem papel

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07 abril 2008

Extremidades

... tão sua! Ela assim se sentiu. Depois de se equilibrar em seu próprio eixo, depois de buscar um respiro vindo do diafragma, depois de revirar seus olhos (num gesto, ainda, desesperado), depois de se silenciar o mais intimamente possível ... ela pisou firme através de seus dois cansados pés. As unhas estavam por fazer, viu sua cor natural. Sentiu saudade do vermelho. Pisou e encarou seu descuido proposital; suas unhas também precisariam respirar. Deu-lhes um tempo ... o mesmo que deu à si.
Atenta ao seu gesto, ao seu modo, a sua entrega ela se firmou em meio ao vento. Buscou se ouvir e dizer menos do que antes. Programadamente. Ela havia conseguido se costurar através de um novo viés: o auto-controle havia sido bordado em ponto cruz. Um à um. Um sacrifíco sempre é exigido e aquele havia lhe caído bem. Sentiu-se ... imensamente ... bem!
Agendou um horário na manicure: a vida merecia uma pincelada de cor! Extremidades avermelhadas poderiam colorir o mundo todo: o seu.

Um comentário:

Daniella disse...

Lindo!!! Que sua viagem proporcione o merecido descanso e um lindo mundo colorido de vermelho!!
Bjins Dani.