Casa di Bebel ... Rabiscos sem papel

Casa di Bebel ... Rabiscos sem papel

12 junho 2009

Murmúrios são ensaios para o grito!

... o tempo sugeriu um contra-tempo. Na contra-mão daqueles tempos ela havia (novamente) proposto um silêncio. Declaradamente o silêncio era sempre o maior dos desafios. Ela era" falante demais"? Novamente: questionou-se. Verborrágica inveterada sempre se prometia silenciar ... quase nunca cumpria suas promessas. Mas... ela sabia porque dizia. Sempre soube. Confirmou: aquela era ela.

Propostas Inversas!

Dispersas!

Dizia o que lhe vinha a mente depois de muito refletir sobre muitos dos por quês. Nem sempre era fácil dizer. Aliás ... dizer nunca é fácil. Escrever era menos sofrível. Ela havia proposto um silêncio que deveria avançar o campo da escrita porque o que escrevia era o reflexo do que vivia. Era um eco dos gritos que ouvia. Havia tanto pra viver ... vivia de forma tão forte e densa. A vida parecia exigir dela um (re)contar. Histórias recontadas pra si. Uma espéice de confissões. Confessava-se diariamente ... horas antes de dormir. As vezes, logo ao acordar. Adormecida ainda. Inebriada pelas sensações.

Alternativas exigidas: escrevia e aquela escrita se assemelhava a uma espécie de diário pré-adolescente. Lembrou-se dos diários de seus tempos ... alguns deles custavam mais caro se houvesse neles uma espécie de cadeado (um disfarce à fragilidade). Confissões ingênuas. Possível adulteração. As vezes, o preço é alto! A vida exigia investimentos. Quis comprar um cadeado pra segurar a volúpia que saía de sua boca. Não ... Ela nunca teve um diário com cadeado. Talvez por isso existia esse mundo de bolinhas.

De todo o silêncio ... aquele ... aquele interno. Esse, teimosamente, não se calou. Alí na calçada o tempo promoveu a possibilidade do encontro. O que parecia despedida se renovou pela urgência do momento. Ela admirava a serenidade de seu olhar, a paixão de seu foco e a musicalidade de seu ritmo. Quis lhe dizer sobre o que via, sentia ... pressentia Quis lhe dizer como via. Ele lhe ofereceu segundos. A preciosidade de um tempo nunca é medida pelo correr dos ponteiros das horas.Quase nunca se precisa de horas!

E naquela medida do encontro as confissões surgiram como alento. Nem as gotas da chuva foram sentidas nem a volúpia que saía dela de forma desmedida. Não ... ele não lhe pediu silêncio. Ela é que se auto-impôs. Ele lhe ouviu atenciosamente ... ela lhe disse ... apaixonadamente. E esperaria que sua intenção fosse sentida. Que o todo fosse bem maior do que as partes.

Murmúrios são ensaios para o grito!

P.s: Nem tudo é o que parece. Minhas queridas ... estou muito bem. Eu e Tujú mais ainda. Minhas reflexões vem de outro lugar do coração ... vem da minha entrega em outro campo. Um beijo, Bel.

5 comentários:

Chris Spode disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Elga Arantes disse...

Engraçado!
Dessa vez não imaginei nada nesse sentido. Mas achei carinhoso sua preocupação em tranquilizar os seus.
Saudades.
Mas seu silêncio tanbém é manifestação.
Um beijo, Sininho adorada!

Nina disse...

O titulo ja diz mt, e ate mesmo preocupa, mas no fim, vc explica e tudo fica tranquilo de novo...

Um beijo Bel

Lilian Glaisse disse...

Oi Flor, tudo bem???

Passeando por aqui reparei que o link do meu site no seu está errado :(

Corrige pra mim?????? Por favor...

Achados do Dia
O correto é: http://www.achadosdodia.com.br

Obrigada e beijinhos.

Sheyla disse...

Bel,
Como a Nina disse "o título já diz muito". Quem sabe seria o grito na arte ou a arte do grito?
Bjs.