Casa di Bebel ... Rabiscos sem papel

Casa di Bebel ... Rabiscos sem papel

26 agosto 2012

Acolchoado

8:00h da matina. Madrugada. Pra ela. Acostumada a anoitecer até umas 3 da manhã do dia seguinte. Via o dia virar enquanto se revirava pra dormir em meio ao estado luxuoso que um colchão queen lhe sugeria. Rainha das madrugadas de Curitiba. Luxos acolchoados há mais de 10 anos. E as molas ensacadas individualmente precisariam ser abandonadas invariavelmente. Recusava-se a comprar um novo colchão. Viriam mais uns 6 anos até que o desapego lhe permitisse abandonar. Pensou que se comprar sapatos novos era um prazer ... usá-los pela primeira vez era um desprazer ainda mais potente. Pensamentos seqüenciais ... Pensamentos que entrecortavam sentimentos. Devaneios que justaporiam essências. Auto-regulou suas molas soltas. Auto-sugeriu uma inversão e quanto mais queria silenciar mais estridência ouvia dentro de si, mais acima do peito. Revirava de tempos em tempos. E quanto mais revirava mais afrouxava as molas do colchão. Desgastes contínuos ... Raios de sol na janela de alumínio .... Levantou as 6 da manhã de sábado. Por sorte ... As horas perdidas seriam ganhas no teatro. Seriam ressignificadas nas vidas que viveria naquele sábado inteiro. E depois dele ... Na manhã de domingo que poderia ser mais dormente do que a anterior. Um colchão mais envelhecido. Uma vida mais acolchoada.

Um comentário:

Anita Marques disse...

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ASS: ANITA MARQUES